Novas Regras Ortográficas da Lingua Portuguesa
Para vc que ainda tem dúvidas sobre o o novo emprego das novas regras da lingua portuguese, aqui vão algumas modificações que ajudarão vc a entender melhor as alterações que estão em vigor.
Desde o dia 01/01/2009 já estão em vigor as novas regras ortográficas da língua portuguesa. É fácil ver nos jornais, rádios e televisão notícias relacionada a este assunto, porém não é preciso se desesperar, temos até 2012 para se “habituar” com as novas regras. Até lá, as duas regras serão aceitas, uma boa notícia para quem presta concursos públicos e vestibulares. Somente em 2013 que a regra antiga será abolida.
O que muda com as novas regras ortográficas ?
Alfabeto
Nova Regra
O alfabeto será formado por 26 letras
Como é
As letras “k”, “w” e “y” não são consideradas integrantes do alfabeto
Como será
Essas letras serão usadas em unidades de medida, nomes próprios, palavras estrangeiras e outras palavras em geral. Exemplos: km, kg, watt, playground, William, Kafka, kafkiano.
Trema
Nova regra
Não existirá mais o trema na língua portuguesa. Será mantido apenas em casos de nomes estrangeiros. Exemplo: Müller, mülleriano.
Como é
Agüentar, conseqüência, cinqüenta, freqüência, tranqüilo, lingüiça, bilíngüe.
Como será
Aguentar, consequência, cinquenta, frequência, tranquilo, linguiça, bilíngue.
Acentuação – ditongos “ei” e “oi”
Nova regra
Os ditongos abertos “ei” e “oi” não serão mais acentuados em palavras paroxítonas
Como é
Assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, Coréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico
Como será
Assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, Coreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico.
Obs: Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi, éu e ói e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis, troféu, céu, chapéu.
Acentuação – “i” e “u” formando hiato
Nova regra
Não se acentuarão mais “i” e “u” tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo
Como é
baiúca, boiúna, feiúra, feiúme, bocaiúva
Como será
baiuca, boiuna, feiura, feiume, bocaiuva
Obs 1: Se a palavra for oxítona e o “i” ou “u” estiverem em posição final o acento permanece: tuiuiú, Piauí.
Obs 2: Nos demais “i” e “u” tônicos, formando hiato, o acento continua. Exemplo: saúde, saída, gaúcho.
Hiato
Nova regra
Os hiatos “oo” e “ee” não serão mais acentuados
Como é
enjôo, vôo, perdôo, abençôo, povôo, crêem, dêem, lêem, vêem, relêem
Como será
enjoo, voo, perdoo, abençoo, povoo, creem, deem, leem, veem, releem
Palavras homônimas
Nova regra
Não existirá mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual, som e sentido diferentes)
Como é
Pára/para, péla/pela, pêlo/pelo, pêra/pera, pólo/polo
Como será
para, pela, pelo, pera, polo
Obs 1: O acento diferencial ainda permanece no verbo poder (pôde, quando usado no passado) e no verbo pôr (para diferenciar da preposição por).
Obs 2: É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
Hífen – “r” e “s”
Nova regra
O hífen não será mais utilizado em prefixos terminados em vogal seguida de palavras iniciadas com “r” ou “s”. Nesse caso, essas letras deverão ser duplicadas.
Como é
ante-sala, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-rival, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, supra-renal.
Como será
antessala, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirrival, autorregulamentação, autossugestão, contrassenso, contrarregra, contrassenha, extrarregimento, infrassom, ultrassonografia, semirreal, suprarrenal.
Hífen – mesma vogal
Nova Regra
O hífen será utilizado quando o prefixo terminar com uma vogal e a segunda palavra começar com a mesma vogal.
Como é
antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus.
Como será
anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus.
Hífen – vogais diferentes
Nova regra
O hífen não será utilizado quando o prefixo terminar em vogal diferente da que inicia a segunda palavra.
Como é
auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, co-autor, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático
Como será
autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiárido, semiautomático.
Obs: A regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por h: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Rádios FM do sul de Minas Gerais - Tradutor Técnico
Mais uma vez quero falar sobre as rádios Fm de Alfenas e região. Eu sou locutor e já trabalhei nas rádios Atenas 105,3 de Alfenas e montanhes Fm de Campos gerais, uma cidade próxima daqui e tambem em outras menores. Com exceção da radio serra negra de Alterosa 102,1 (que tem uma programação exclusivamente sertaneja) todas as outras rádios possuem uma programação dinãmica que toca de tudo desde sertanejo até funk, etc. Devia haver uma rádio que procurasse tocar somente um estilo de música de acordo com a preferência do ouvinte como acontece nas capitais, posso dar o exemplo da Antena 1 que só toca flashback internacional (excelente), Metropolitana de São Paulo que possui uma programação jovem tocando mais dance music como a transamerica, jovem pan, etc e tambem a nativa, band fm e extra fm de Belo Horizonte que procuram atingir o publico mais popular tocando mais musica brega nacional. A vantagem deste tipo de programação é que o ouvinte já vai para aquela determinada emissora porque sabe que vai tocar a musica que ele gosta, não importa a hora que ele esta ouvindo, ele sabe que ali é a radio que toca o estilo que ele gosta. Este ouvinte será cativo da frequência nunca deixará de ouvir esta rádio. Mas alguns programadores poderão falar: quem gosta de sertanejo não vai sintonizar uma rádio que só toca dance music! nada mais falso, se fosse assim então todas as rádios teriam que tocar só sertanejo! este não é estilo musical mais aceito por todas as classes da população? ah, mas eu quero ter muita audiência, será que tocar só sertanejo minha rádio vai faturar mais? não, não vai faturar! porque tudo demais enjoa, cada cidade precisa ter pelo menos uma rádio em cada segmento. Assim há campo para todas sem exceção, todas vão faturar muito bem. Os donos de rádio ou diretores não enxergam isso acham que interior não pode ter este tipo de programação, esta mentalidade precisa acabar. Sou totalmente a favor da diversificação da programação unica de um só estilo musical de cada rádio. É lógico tambem que uma rádio não vai ficar tocando musica clássica o dia inteiro, a não ser que ela seja uma emissora educativa, no caso seria melhor ela abranger mais segmentos culturais para diversificar sua grade. Mas quase todos os estilos são bem aceitos. Hoje estou observando que isso esta acontecendo timidamente dentro da programação da propria radio como a Clube fm de varginha 99,3, ela possui programas terceirizados que focalizam MPB, roberto carlos, dance music, black music, etc, mas ainda é pouco. Na região as rádios que não mudam a programação continuam sempre as mesmas sem quase nenhuma alteração são:
Radio Atenas fm alfenas 105,3 MHz
Radio zero fm de areado 103,7 MHz
Vanguarda fm de Varginha 103,1 MHz
mantanhes fm de Campos Gerais 97,1 MHz
Libertas fm de Poços de Caldas 99,5 MHz
Fama Fm da cidade de Fama 98,1 MHz
Sentinela fm de Três Pontas 99,1 MHz
Melodia fm de Varginha 102,3 MHz
montanhesa fm de Machado 97,9 MHz
independencia de Passos 92,1 MHz
104 Fm de Poços de Caldas 104,1 MHz
Onda sul de Carmo do Rio Claro 100,7 MHz
Cidade Fm de Guaxupé 105,5 MHz
Só para citar algumas que chegam com sinal mais forte em Alfenas, mas a tendência é esta cada emissora de rádio se especializar em um estilo unico para agradar um determinado segmento da sociedade e no final todas fazendo isso todos os ouvintes ficarão muito satisfeitos em ouvir a radio que mais gosta, todos saem ganhando!!!
Com a internet se popularizando cada vez mais muitas emissoras serão obrigadas a mudar sua grade de programação para não ficarem sem ouvintes. Abraço a todos qualquer dia volto a este assunto, fica aqui minha sugestão.
Radio Atenas fm alfenas 105,3 MHz
Radio zero fm de areado 103,7 MHz
Vanguarda fm de Varginha 103,1 MHz
mantanhes fm de Campos Gerais 97,1 MHz
Libertas fm de Poços de Caldas 99,5 MHz
Fama Fm da cidade de Fama 98,1 MHz
Sentinela fm de Três Pontas 99,1 MHz
Melodia fm de Varginha 102,3 MHz
montanhesa fm de Machado 97,9 MHz
independencia de Passos 92,1 MHz
104 Fm de Poços de Caldas 104,1 MHz
Onda sul de Carmo do Rio Claro 100,7 MHz
Cidade Fm de Guaxupé 105,5 MHz
Só para citar algumas que chegam com sinal mais forte em Alfenas, mas a tendência é esta cada emissora de rádio se especializar em um estilo unico para agradar um determinado segmento da sociedade e no final todas fazendo isso todos os ouvintes ficarão muito satisfeitos em ouvir a radio que mais gosta, todos saem ganhando!!!
Com a internet se popularizando cada vez mais muitas emissoras serão obrigadas a mudar sua grade de programação para não ficarem sem ouvintes. Abraço a todos qualquer dia volto a este assunto, fica aqui minha sugestão.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
proverbios em inglês e português, learn english - Tradutor de Inglês
Proverbs
P/ vc que gosta sempre de aprender um pouco mais sobre a lingua mais importante na atualidade, aqui vão os proverbios da lingua inglesa e as respectivas traduções para o português. Sempre quando eu puder vou postar aqui gratuitamente algumas dicas e lições de inglês p/ vc que gosta de aprender sozinho sem ajuda de professor, que é autodidata mas que aqui não o será porque vou ajudá-lo de alguma forma. Divirta-se
Proverbs are an important part of every culture and not
all of them can be translated literally. It is also a little
difficult to find translation of proverbs and popular saying in dictionaries. Here we offer some proverbs in English and their equivalent Portuguese to illustrate this cultural aspect.
A man is known by his friends.
Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.
Two is company, three is a crowd.
Dois é bom,três é demais
Easier said than done.
É mais fácil falar do que fazer
A closed mouth gathers no flies.
Em boca fechada não entra mosca
Do as I say, and not as I do.
Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.
Do good for its own sake.
Fazer o bem sem olhar a quem
Water dropping day by day wears the hardest rock away.
Many little strokes fell great oaks.
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Faith will move mountains.
A fé move montanhas
Let bygones be bygones.
Águas passadas não movem moinhos
Forbidden fruit is the sweetest.
O fruto proibido é o melhor.
A friend to all is a friend to none.
A friend to everybody is a friend to nobody.
All men's friend, no men's friend.
Amigo de todos, amigo de ninguém
Fine feathers make fine birds.
The dress proclaims the man.
It is not the gay coat that makes the gentleman.
It is not the cowl that makes the friar.
O hábito faz o monge.
One good turn deserves another
Amor com amor se paga
Better be alone than in bad company.
Antes só do que mal acompanhado.
Fortune favors the bold.
Ao homem ousado a fortuna estende a mão.
A word to the wise is enough.
Ao bom entendedor, meia palavra basta.
Forewarned is forearmed.
O homem prevenido vale por dois.
A friend in need is a friend indeed.
Na hora da necessidade é que se conhece o amigo.
Out of sight, out of mind.
Longe dos olhos, longe do coração
Appearances are deceptive.
As aparências enganam.
Bad news travels fast.
Más notícias viajam rápido.
Full of courtesy, full of craft.
Boca de mel, coração de fel.
Kill two birds with one stone.
Matar dois coelhos com uma cajadada.
Fools are wise as long as silent.
Burro calado passa por sábio.
A bird in the hand is worth two in the bush.
Melhor um pássaro na mão do que dois voando.
Don't wash your dirty linen in public.
Roupa suja se lava em casa.
Spare the rod and spoil the child.
Criança mimada, criança estragada.
Don't put the cart before the horse.
Não ponha o carro na frente dos bois.
The Crime does not pay.
O crime não compensa.
You can't tell a book by its cover.
Não se pode julgar um livro pela capa.
Curiosity killed the cat.
Gato escaldado tem medo de água fria.
Be born with a silver spoon in one's mouth.
Nascer em berço de ouro.
The road to hell is paved with good intentions.
De boas intenções o inferno está cheio.
All that glitters is not gold.
Nem tudo que reluz é ouro.
Give a thief enough rope and he´ll hang himself.
Dê-lhe corda suficiente e ele se enforcará sozinho.
Forgive is forget.
Perdoar é esquecer.
Best to bend while it is a twig.
De pequenino é que se torce o pepino.
Draw water to one's mill.
Puxar a brasa para a sua sardinha.
After a storm comes the calm.
Depois da tempestade vem a bonança.
As you make your bed so you must lie down.
Quem boa cama faz, em boa cama se deita.
The early bird catches the worm.
Deus ajuda a quem cedo madruga.
Silence gives consent.
Quem cala consente.
He who laughs last, laughs longest.
Quem ri por último ri melhor
Two is company, three is a crowd.
Dois é bom,três é demais.
As you sow, so will you reap.
Quem semeia vento colhe tempestade.
Easier said than done.
É mais fácil falar do que fazer.
Where there's a will, there's a way.
Querer é poder.
A closed mouth gathers no flies.
Em boca fechada não entra mosca.
Better be safe than sorry.
Seguro morreu de velho.
Do as I say, and not as I do.
Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.
Fortune knocks at least once at every man's gate.
A sorte não bate à porta duas vezes.
Do good for its own sake.
Fazer o bem sem olhar a quem.
Seeing is believing.
Ver para crer.
Fools rush in where angels fear to tread.
Tolo aprende à sua custa e o sabido à custa do tolo.
Kill two birds with one stone.
Matar dois coelhos com uma cajadada
Every dog has his day.
Um dia da caça outro do caçador.
A bird in the hand is worth two in the bush.
Melhor um pássaro na mão do que dois voando.
One swallow does not make a summer.
Uma andorinha não faz verão.
Scald not your lips in another man's pottage.
Não meta o bedelho onde não és chamado.
Better lose the saddle than the horse.
Vão-se os anéis mas ficam os dedos.
Don't put the cart before the horse.
Não ponha o carro na frente dos bois.
He who laughs last, laughs longest.
Quem ri por último ri melhor.
Like father, like son.
Filho de peixe, peixinho é.
Better lose the saddle than the hours.
Vão-se os anéis mas ficam os dedos.
Take the bull by the horns.
Pegue o touro pelos chifres.
The first step is always the hardest.
O começo é sempre o mais difícil.
When in Rome do as the Romans do.
Em Roma faça como os romanos.
Don't look a gift horse in the mouth.
A cavalo dado não se olha os dentes.
Charity begins at home.
Caridade começa em casa.
tradução de inglês técnico
TRADUTOR DE INGLÊS TÉCNICO
celinomenezes@pop.com.br
tradução de inglês -technical english translator -
sou TRADUTOR DE INGLÊS celinomenezes@pop.com.br ou celinomenezes@gmail.com para todas as áreas universitárias inglês/português – português/inglês. também espanhol/português e espanhol/inglês. Orçamento a combinar -Maiores informações ligue: (35) 9945-8512
SKYPE: celinomenezes
MSN: celinomenezes@pop.com.br
especialista em textos de medicina, com vários trabalhos publicados no exterior (área de parasitologia) – criptosporidium e giardia). desde 1992
além de medicina também atuo nas áreas de eletrônica, eletricidade, engenharia, etc
Atualmente estou cobrando R$5,00 (cinco reais) a página traduzida do inglês para o português e R$10,00 (dez reais) do português para o inglês. Por exemplo, se vc tiver 10 páginas para traduzir (10 x R$5,00 = R$50,00) OK. Estou no mercado de traduções técnicas desde 1990 e atualmente estou atingindo a incrível marca de 20 mil páginas traduzidas. Maiores informações entre em contato comigo. Obrigado.
P/ vc que gosta sempre de aprender um pouco mais sobre a lingua mais importante na atualidade, aqui vão os proverbios da lingua inglesa e as respectivas traduções para o português. Sempre quando eu puder vou postar aqui gratuitamente algumas dicas e lições de inglês p/ vc que gosta de aprender sozinho sem ajuda de professor, que é autodidata mas que aqui não o será porque vou ajudá-lo de alguma forma. Divirta-se
Proverbs are an important part of every culture and not
all of them can be translated literally. It is also a little
difficult to find translation of proverbs and popular saying in dictionaries. Here we offer some proverbs in English and their equivalent Portuguese to illustrate this cultural aspect.
A man is known by his friends.
Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.
Two is company, three is a crowd.
Dois é bom,três é demais
Easier said than done.
É mais fácil falar do que fazer
A closed mouth gathers no flies.
Em boca fechada não entra mosca
Do as I say, and not as I do.
Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.
Do good for its own sake.
Fazer o bem sem olhar a quem
Water dropping day by day wears the hardest rock away.
Many little strokes fell great oaks.
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Faith will move mountains.
A fé move montanhas
Let bygones be bygones.
Águas passadas não movem moinhos
Forbidden fruit is the sweetest.
O fruto proibido é o melhor.
A friend to all is a friend to none.
A friend to everybody is a friend to nobody.
All men's friend, no men's friend.
Amigo de todos, amigo de ninguém
Fine feathers make fine birds.
The dress proclaims the man.
It is not the gay coat that makes the gentleman.
It is not the cowl that makes the friar.
O hábito faz o monge.
One good turn deserves another
Amor com amor se paga
Better be alone than in bad company.
Antes só do que mal acompanhado.
Fortune favors the bold.
Ao homem ousado a fortuna estende a mão.
A word to the wise is enough.
Ao bom entendedor, meia palavra basta.
Forewarned is forearmed.
O homem prevenido vale por dois.
A friend in need is a friend indeed.
Na hora da necessidade é que se conhece o amigo.
Out of sight, out of mind.
Longe dos olhos, longe do coração
Appearances are deceptive.
As aparências enganam.
Bad news travels fast.
Más notícias viajam rápido.
Full of courtesy, full of craft.
Boca de mel, coração de fel.
Kill two birds with one stone.
Matar dois coelhos com uma cajadada.
Fools are wise as long as silent.
Burro calado passa por sábio.
A bird in the hand is worth two in the bush.
Melhor um pássaro na mão do que dois voando.
Don't wash your dirty linen in public.
Roupa suja se lava em casa.
Spare the rod and spoil the child.
Criança mimada, criança estragada.
Don't put the cart before the horse.
Não ponha o carro na frente dos bois.
The Crime does not pay.
O crime não compensa.
You can't tell a book by its cover.
Não se pode julgar um livro pela capa.
Curiosity killed the cat.
Gato escaldado tem medo de água fria.
Be born with a silver spoon in one's mouth.
Nascer em berço de ouro.
The road to hell is paved with good intentions.
De boas intenções o inferno está cheio.
All that glitters is not gold.
Nem tudo que reluz é ouro.
Give a thief enough rope and he´ll hang himself.
Dê-lhe corda suficiente e ele se enforcará sozinho.
Forgive is forget.
Perdoar é esquecer.
Best to bend while it is a twig.
De pequenino é que se torce o pepino.
Draw water to one's mill.
Puxar a brasa para a sua sardinha.
After a storm comes the calm.
Depois da tempestade vem a bonança.
As you make your bed so you must lie down.
Quem boa cama faz, em boa cama se deita.
The early bird catches the worm.
Deus ajuda a quem cedo madruga.
Silence gives consent.
Quem cala consente.
He who laughs last, laughs longest.
Quem ri por último ri melhor
Two is company, three is a crowd.
Dois é bom,três é demais.
As you sow, so will you reap.
Quem semeia vento colhe tempestade.
Easier said than done.
É mais fácil falar do que fazer.
Where there's a will, there's a way.
Querer é poder.
A closed mouth gathers no flies.
Em boca fechada não entra mosca.
Better be safe than sorry.
Seguro morreu de velho.
Do as I say, and not as I do.
Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.
Fortune knocks at least once at every man's gate.
A sorte não bate à porta duas vezes.
Do good for its own sake.
Fazer o bem sem olhar a quem.
Seeing is believing.
Ver para crer.
Fools rush in where angels fear to tread.
Tolo aprende à sua custa e o sabido à custa do tolo.
Kill two birds with one stone.
Matar dois coelhos com uma cajadada
Every dog has his day.
Um dia da caça outro do caçador.
A bird in the hand is worth two in the bush.
Melhor um pássaro na mão do que dois voando.
One swallow does not make a summer.
Uma andorinha não faz verão.
Scald not your lips in another man's pottage.
Não meta o bedelho onde não és chamado.
Better lose the saddle than the horse.
Vão-se os anéis mas ficam os dedos.
Don't put the cart before the horse.
Não ponha o carro na frente dos bois.
He who laughs last, laughs longest.
Quem ri por último ri melhor.
Like father, like son.
Filho de peixe, peixinho é.
Better lose the saddle than the hours.
Vão-se os anéis mas ficam os dedos.
Take the bull by the horns.
Pegue o touro pelos chifres.
The first step is always the hardest.
O começo é sempre o mais difícil.
When in Rome do as the Romans do.
Em Roma faça como os romanos.
Don't look a gift horse in the mouth.
A cavalo dado não se olha os dentes.
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além de medicina também atuo nas áreas de eletrônica, eletricidade, engenharia, etc
Atualmente estou cobrando R$5,00 (cinco reais) a página traduzida do inglês para o português e R$10,00 (dez reais) do português para o inglês. Por exemplo, se vc tiver 10 páginas para traduzir (10 x R$5,00 = R$50,00) OK. Estou no mercado de traduções técnicas desde 1990 e atualmente estou atingindo a incrível marca de 20 mil páginas traduzidas. Maiores informações entre em contato comigo. Obrigado.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Jerry Lewis ainda vive - Tradutor Técnico
Quem se lembra do grande ator, humorista e comediante Jerry Lewis?
Cresci assistindo seus filmes na sessão da tarde da Rede Globo. estes filmes passavam sempre nas férias e juntamente com os Trapalhões faziam a alegria da criançada. Em um tempo que não havia internet e o video game estava apenas engatinhando nos EUA(é claro que o Atari já existia), a opção era assistir TV. E a atração maior era os filmes de Jerry Lewis.. Havia outras atrações mas quero destacar hoje este grande ator que não pode ser esquecido. Para quem não conhece segue o texto da Wikipedia sobre ele:
Jerry Lewis, nome artístico de Joseph Levitch, (Newark, 16 de março de 1926) é um comediante, ator, produtor, diretor e escritor de cinema norte-americano. Iniciou sua carreira artística como parceiro de Dean Martin, formando a dupla cômica que faria grande sucesso no cinema internacional até meados dos anos 50. Divergências na concepção dos filmes e um certo ciúme profissional fizeram com que a dupla se desfizesse em 1956. A partir daí Jerry Lewis tomaria o controle de sua carreira e além de ator, trabalharia também como diretor e produtor de vários de seus filmes, alcançando grandes êxitos de bilheteria e se mantendo como um dos principais astros de Hollywood até 1966. Depois dessa data sua carreira de ator de filmes entraria em declínio. Nos anos 70 Jerry se dedicaria a seus programas na televisão americana, sempre com grande sucesso.
Na versão original, o personagem desastrado de Jerry se transformava em um conquistador de mulheres, na verdade uma paródia de seu antigo parceiro Dean Martin. Em 1976, os dois se reencontrariam em um programa beneficente, por iniciativa de Frank Sinatra. Jerry contaria em uma entrevista a Larry King que se orgulhou de na hora contornar a surpresa e proferir sem querer uma grande tirada: perguntou a Dean se ele estava trabalhando...
Nos anos 80 Jerry Lewis aceitou voltar ao cinema e fazer alguns papéis dramáticos, como em "O Rei da Comédia (BR)" de Martin Scorsese. E também uma participação na série de televisão "Wiseguy" (br.: O Homem da Máfia).
Em 2009, ganhou o Prêmio Jean Hersholt, o Oscar Humanitário, por ter contribuído para a criação da Associação de Distrofia Muscular (http://www.mda.org), no início dos anos 50, e por estar continuando com este trabalho humanitário atualmente. Lewis foi seu presidente nacional a partir de 1952, além de ter sido uns dos fundadores do Teleton.
Filmes que gostaria de destacar aqui que mais gostei entre tantos:
O rei do laço (Pardners), bancando a ama-seca (rock-a-bye baby), sofrendo da bola (the caddy), o terror das mulheres (the ladies man), o professor aloprado (the nutty professor), de caniço e saburá (hook, line and sinker, errado pra cachorro (who is minding the store?), e o melhor na minha opinião o bagunceiro arrumadinho (the disorderly orderly), todos são muito engraçados e maravilhosos, Jerry Lewis é um comediante singular e unico tendo inspirado muitos humorista, realmente ele fez escola no cinema. Dean Martin era aquele que proporcionava a deixa para que Jerry Lewis aprontasse suas confusões, por isso que esta dupla fez tanto sucesso na decada de 60. Jerry lewis pode ser comparado em talento a Charles Chaplin, porque o que Charles Chaplin proporcionou ao cinema mudo com o inesquecivel carlitos Jerry lewis contribui tambem para o cinema falado nas decadas de 40, 50 e 60, realmente marcando uma geração e porque não outras gerações posteriores. Então posso afirmar sem medo de errar que ele é o maior artista vivo na atualidade, deveria receber muito mais homenagens por todo o conjunto de sua obra. Quero aproveitar e mandar um grande abraço a todos os fãs de Jerry Lewis e fiquem a vontade de fazer seus comentários e acrescentar mais alguma coisa que não falei aqui.
Last news about him:
In 1994, the Columbia Pictures film, North featured footage of Lewis's classic movies.
In June 2006, Lewis first announced plans to write and direct a stage musical adaptation of his 1963 film, The Nutty Professor.[15] In October 2008, in an interview on Melbourne radio, Lewis said he had signed composers Marvin Hamlisch[16] and Rupert Holmes to write the show for a Broadway opening in November 2010.[citation needed][17]
In 2009, Lewis traveled to the Cannes Film Festival to announce his return to the screen after a 13 year absence for the film Max Rose[18][19], his first leading role since Martin Scorsese's The King of Comedy.
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especialista em textos de medicina, com vários trabalhos publicados no exterior (área de parasitologia) – criptosporidium e giardia). desde 1992
além de medicina também atuo nas áreas de eletrônica, eletricidade, engenharia, etc
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Cresci assistindo seus filmes na sessão da tarde da Rede Globo. estes filmes passavam sempre nas férias e juntamente com os Trapalhões faziam a alegria da criançada. Em um tempo que não havia internet e o video game estava apenas engatinhando nos EUA(é claro que o Atari já existia), a opção era assistir TV. E a atração maior era os filmes de Jerry Lewis.. Havia outras atrações mas quero destacar hoje este grande ator que não pode ser esquecido. Para quem não conhece segue o texto da Wikipedia sobre ele:
Jerry Lewis, nome artístico de Joseph Levitch, (Newark, 16 de março de 1926) é um comediante, ator, produtor, diretor e escritor de cinema norte-americano. Iniciou sua carreira artística como parceiro de Dean Martin, formando a dupla cômica que faria grande sucesso no cinema internacional até meados dos anos 50. Divergências na concepção dos filmes e um certo ciúme profissional fizeram com que a dupla se desfizesse em 1956. A partir daí Jerry Lewis tomaria o controle de sua carreira e além de ator, trabalharia também como diretor e produtor de vários de seus filmes, alcançando grandes êxitos de bilheteria e se mantendo como um dos principais astros de Hollywood até 1966. Depois dessa data sua carreira de ator de filmes entraria em declínio. Nos anos 70 Jerry se dedicaria a seus programas na televisão americana, sempre com grande sucesso.
Na versão original, o personagem desastrado de Jerry se transformava em um conquistador de mulheres, na verdade uma paródia de seu antigo parceiro Dean Martin. Em 1976, os dois se reencontrariam em um programa beneficente, por iniciativa de Frank Sinatra. Jerry contaria em uma entrevista a Larry King que se orgulhou de na hora contornar a surpresa e proferir sem querer uma grande tirada: perguntou a Dean se ele estava trabalhando...
Nos anos 80 Jerry Lewis aceitou voltar ao cinema e fazer alguns papéis dramáticos, como em "O Rei da Comédia (BR)" de Martin Scorsese. E também uma participação na série de televisão "Wiseguy" (br.: O Homem da Máfia).
Em 2009, ganhou o Prêmio Jean Hersholt, o Oscar Humanitário, por ter contribuído para a criação da Associação de Distrofia Muscular (http://www.mda.org), no início dos anos 50, e por estar continuando com este trabalho humanitário atualmente. Lewis foi seu presidente nacional a partir de 1952, além de ter sido uns dos fundadores do Teleton.
Filmes que gostaria de destacar aqui que mais gostei entre tantos:
O rei do laço (Pardners), bancando a ama-seca (rock-a-bye baby), sofrendo da bola (the caddy), o terror das mulheres (the ladies man), o professor aloprado (the nutty professor), de caniço e saburá (hook, line and sinker, errado pra cachorro (who is minding the store?), e o melhor na minha opinião o bagunceiro arrumadinho (the disorderly orderly), todos são muito engraçados e maravilhosos, Jerry Lewis é um comediante singular e unico tendo inspirado muitos humorista, realmente ele fez escola no cinema. Dean Martin era aquele que proporcionava a deixa para que Jerry Lewis aprontasse suas confusões, por isso que esta dupla fez tanto sucesso na decada de 60. Jerry lewis pode ser comparado em talento a Charles Chaplin, porque o que Charles Chaplin proporcionou ao cinema mudo com o inesquecivel carlitos Jerry lewis contribui tambem para o cinema falado nas decadas de 40, 50 e 60, realmente marcando uma geração e porque não outras gerações posteriores. Então posso afirmar sem medo de errar que ele é o maior artista vivo na atualidade, deveria receber muito mais homenagens por todo o conjunto de sua obra. Quero aproveitar e mandar um grande abraço a todos os fãs de Jerry Lewis e fiquem a vontade de fazer seus comentários e acrescentar mais alguma coisa que não falei aqui.
Last news about him:
In 1994, the Columbia Pictures film, North featured footage of Lewis's classic movies.
In June 2006, Lewis first announced plans to write and direct a stage musical adaptation of his 1963 film, The Nutty Professor.[15] In October 2008, in an interview on Melbourne radio, Lewis said he had signed composers Marvin Hamlisch[16] and Rupert Holmes to write the show for a Broadway opening in November 2010.[citation needed][17]
In 2009, Lewis traveled to the Cannes Film Festival to announce his return to the screen after a 13 year absence for the film Max Rose[18][19], his first leading role since Martin Scorsese's The King of Comedy.
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
Celino Menezes - Tradutor de Inglês Técnico
O papel do meio-ambiente na ecologia evolucionária das interações parasita-hospedeiro, relatório de reunião, Paris, França - 5 de dezembro de 2007.
1. introdução
Há muito se reconhece que a expressão das características quantitativas é diferente dependendo do meio-ambiente (Falconer, 1952). Se os traços que afetam o condicionamento físico são expressos de forma diferente em ambientes diversos, isto poderia levar as alterações na direção e resistência da seleção destas características. Se o sinal e a magnitude das diferenças do condicionamento físico entre os genótipos mudar com o ambiente (as denominadas interações (G x E) genótipo-genótipo), isto poderia promover a co-ocorrência de diferentes genótipos através da seleção heterogênea (Gillespie and Turelli, 1989; Byers, 2005). Durante os últimos anos, a aplicação desta idéia aos sistemas parasita-hospedeiro criou um certo problema com relação ao papel da variação ambiental na expressão dos traços envolvidos na infecção (Ferguson and Read, 2002; Mitchell et al., 2005; Lambrechts et al., 2006a; Salvaudon et al., 2007), e sobre o impacto geral que a seleção dependente do contexto pode ter no processo de co-evolução (Thompson, 1994, 1999). O ambiente dos parasitos é compostos de muitos fatores. primeiro, o genótipo do hospedeiro pode ser considerado um “ambiente” em que o parasita deve sobreviver, e as interações entre os genótipos do parasita e do hospedeiro (interações G x G) resultam no controle compartilhado das características epidemiológicas pelo hospedeiro e o parasita, com as implicações para as trajetórias evolucionárias de virulência e resistência (Restif and Koella, 2003; Lambrechts et al., 2006b; Salvaudon et al., 2007). além disso, vários fatores bióticos e abióticos poderão afetar a expressão das características do hospedeiro e do parasita, por sua vez promovendo um outro nível de complexidade (interações G x G x E). Quais são as conseqüências desta complexidade? Partindo do pontos de vista da genética quantitativa padrão, a eficiência da seleção sobre os genótipos do parasita e do hospedeiro dependerá da variância genética expressa, e esta expressão de variância é conhecida por ser dependente do meio-ambiente (Falconer, 1981). Consequentemente, a variação ambiental poderá influenciar a intensidade da co-evolução, potencialmente criando pontos quentes e frios evolucionários em diferentes ambientes (Thompson, 1994, 1999). Alem disso, a seleção poderá favorecer diferentes genótipos do parasita e do hospedeiro (combinações) em diversos ambientes, assim formando a distribuição geográfica de diversidade genética e os padrões de adaptação local no hospedeiro e parasita. Um forte impacto do ambiente poderá até mesmo alterar as trajetórias co-evolucionárias, por sua vez gerando diferentes pontos favoráveis evolucionários para ataque e defesa (Hochberg and van Baalen, 1998) ou mudando a natureza da interação (ex, de mutualística a antagonística). Neste contexto, é importante lembrar que a evolução é um processo a nível de população e que o efeito da seleção depende de vários aspectos da genética populacional, como o tamanho da população, estrutura espacial ou migração, tudo isso é potencialmente influenciado pelas condições ambientais.
apesar do crescente numero de exemplos de sistemas parasita-hospedeiro em laboratório indicando a ocorrência de interações dependentes de ambiente, sua importância em mudar a resistência e a direção da seleção no campo ainda permanece obscuro. Desta forma, talvez a questão mais desafiante é perguntar o quão as interações do genótipo são robustas contra a variação ambiental no ambiente selvagem: “E” em G x G x E realmente importa? as respostas a esta pergunta não fornecerão apenas perspectivas importantes no processo co-evolucionário e a causa de manutenção da diversidade genética, mas também a matéria a partir de uma perspectiva aplicada. De fato, sendo capaz de prever o destino dos genótipos ou genes específicos (ex, os genes introduzidos de resistência ) nos ambientes variáveis é de extrema importância para os programas de controle de doenças. O encontro de 1 dia (5 de dezembro de 2007), organizado por e Laboratoire de Parasitologie evolutive (Universite ´ Pierre & Marie Curie, Paris, France) e Laboratoire Ecologie, Systematique et Evolution (Universite ´ Paris-Sud 11–CNRS, France), trouxe conjuntamente pesquisadores dos EUA e da Europa, trabalhando em uma variedade de sistemas microbianos, animais e vegetais, para discutir o papel do meio-ambiente sobre a ecologia evolucionária das interações parasita-hospedeiro. segue o relatório sobre os procedimentos desta reunião.
2. resumo das apresentações
O encontro foi dividido em 2 sessões, cada uma foi concluída com uma discussão geral. A sessão da manhã focalizou no processo co-evolucionário e como os estudos experimentais podem contribuir para o entendimento da evolução nos ambientes variáveis. Michael Hochberg (da Universidade de Montpellier) enfatizou a importância de se considerar a variação no processos ecológicos descreveu uma abordagem de co-evolução experimental com o uso do sistema parasita-hospedeiro Pseudomonas fluorescens-fago phi2 (Buckling and Rainey, 2002), ele explorou como os níveis de variação de distúrbio poderiam afetar a evolução da resistência aos parasitos Seus achados indicaram que os níveis mais elevados de resistência ocorrem em níveis intermediários de níveis, presumidamente por causa da força de infecção ser maior nos níveis intermediários. Fabrice Vavre (da Universidade de Lyon) continuou a sessão discutindo o trabalho de vários sistemas de insetos onde estão presentes os simbiontes bacterianos verticalmente transmitidos (entre estes Wolbachia). Ele descreveu que o trabalho que mostra o custo das infecções Wolbachia e a carga bacteriana não é apenas dependente da temperatura (Mouton et al., 2006) mas as vezes depende das combinações especificas dos genótipos de Wolbachia que estão presentes e no genótipo do hospedeiro (Mouton et al., 2004; Mouton et al., 2007). Mais geralmente, demonstrou-se que a co-ocorrência de diferente genótipos ou espécies de simbiontes nas mesmas espécies de hospedeiro era diferente da aleatória. Isto sugere que a presença de um simbionte particular cria um fenótipo prolongado do hospedeiro que protege o hospedeiro de uma infecção por outros simbiontes, de ataque de outros inimigos (Oliver et al., 2003) ou permitindo a extensão do nicho do hospedeiro (Tsuchida et al., 2004). Isto foi acompanhado por um exemplo de como a variação ambiental pode ser um importante fator quando aplicado aos sistemas agrícolas. Mamadou Mboup (INRA-AGROPAR- ITECH, Grignon) falou de seu trabalho sobre a ferrugem amarela, doença patogênica do trigo causada por Puccinia striiformis. Na França, este patógeno apresenta uma estrutura geográfica, com alguns isolados que existem apenas no norte ou só no sul. Os experimentos de controle realizados no campo e em estufas revelaram variação dependente da temperatura na germinação e nos índices de infecção entre os patótipos, propensos a conferirem a vantagem seletiva dos patótipos da parte sul às temperaturas mais elevadas do sul. De forma contrario, os patótipos do sul não são encontrados no norte porque não infectam os cultivares de trigo da região norte.
A palestra da manhã terminou com Pedro Vale da Universidade de Edinburgo descrevendo o trabalho do crustáceo de água doce Daphnia magna e seu parasita bacteriano, Pasteuria ramosa, que ocorre de forma natural na natureza. Nos experimentos que incluíram a variação genética do parasita e hospedeiro e a variação termal, ele demonstrou evidência para os custos dependentes da temperatura do parasitismo e para a presença de interações G x G para a infectividade e as interações G x E para o estagio de transmissão do parasita e o período de morte do hospedeiro. embora não houvesse evidência nestes experimentos que as interações G x G x E ocorreram (i.e, padrões de infectividade eram geralmente robustos a variação ambiental), a variação no numero dos esporos do estagio de transmissão produzidos poderia alterar os níveis de infectividade nos ciclos de infecção subseqüente, a medida que a dose de esporos afeta a infectividade deste sistema. A palestra realizada na sessão da tarde teve como foco principal a discussão sobre como integrar as flutuações ambientais nos modelos teóricos da evolução do parasita e do hospedeiro. curiosamente, apenas 2 dos 5 palestrantes descreveram o trabalho empregando o modelo matemático. Isto possivelmente é um reflexo de como as ferramentas teóricas para o estudo destes efeitos ainda se desenvolvem tão lentamente para a evidência experimental. Olivier Restif da Universidade de Cambridge se referiu a este problema, dizendo que tradicionalmente, as interações ecológicas como a competição, predação e parasitismo tem sido estudadas separadamente e assim tem suas próprias estruturas teóricas. ele tentou integrar pelo menos 2 destas interações (competição e parasitismo) ao desenvolver um modelo em que os hospedeiros variassem em sua resistência (probabilidade reduzida de ficarem infectados) e tolerância (redução nos efeitos prejudiciais da infecção) sob níveis variáveis de migração e fragmentação. demonstrou também como esta abordagem poderia ser útil para entender sob quais condições podemos esperar que coexista a variação na resistência e tolerância. com base nos modelos existentes de competição mediada pelos parasitas (Miller et al., 2005), ele sugeriu que a coexistência dependia fortemente do grau de fragmentação da população de hospedeiros. entretanto, quando as mesmas questões foram investigadas com simulações estocásticas, a dinâmica transitória associada as pequenas populações modificou o resultado da competição na presença de um parasita compartilhado. isto ilustra a grande importância da metodologia empregando modelos. Benjamin Roche do Institut de Recherche pour le De´veloppe-ment, Montpellier também apresentou uma modelo matemático para elucidar as rotas de transmissão mais prováveis da influenza aviaria. ele estabeleceu a hipótese que a transmissão hídrica era rota de transmissão provável e sustentou esta afirmação ao apresentar dados coletadas de populações de aves do sul da França para o modelo epidemiológico SIR susceptível-infectado-removido, em que ele incorporou uma classe a mais de transmissão hídrica.
O restante dos palestrantes descreveu os resultados dos sistemas experimentais. Peter Tiffin da universidade de Minnesota apresentou um interessante twist ao descrever uma interação G x G x E não no sistema parasita-hospedeiro mas no mutualismo de legume – Rizóbio. A partir da perspectiva da planta, os rizóbios são benéficos porque fornecem nitrogênio a planta mas o mutualismo envolve o custo do carvão necessário para manter o rizóbio. Ele argumentou que a dinâmica instável observada na co-evolução dos antagonistas entre os parasitas e os hospedeiros poderia ser esperada também nos mutualismos se os genótipos de rizóbio sub0optimal são comuns e os hospedeiros das plantas se desenvolvem para se associarem de preferencia com os genótipos de rizóbio que são mais benéficos. Os experimentos descritos por ele com o sistema m edicae Medicagi truncatula-sinorhizobium variável apresentou evidencias para as interações G x G. alem disso, as inoculações mistas pelos 2 genótipos sinorhizobium eram mais dispendiosas para o hospedeiro que as inoculações individuais, mas apenas quando era adicionado nitrogênio ao solo – indicando que a seleção que age nas espécies envolvidas no mutualismo depende do meio-ambiente abiótico e biótico (Heath e Tiffin, 2007).
Richard Preziosi da Universidade de Manchester empregou a genética comunitária para estudar a interação da cevada e afídeos na ausência e presença das bactérias rhizosfera. A genética comunitária tem como objetivo assegurar como a variação genética em uma espécie afeta outras espécies na comunidade. Dentro desta estrutura ele forneceu um exemplo posterior das interações G x G e em um exemplo, estas explicaram quase 40% da variação na condição física do hospedeiro (Tetard-Jones et al, 2007). R. Preziosi enfatizou a necessidade de se quantificar os efeitos destas interações se tivermos uma perspectiva de sua relevancia no meio selvagem.
Por ultimo, Oliver Kaltz da Universidade Pierre e Marie Curie, paris) também descreveu um trabalho experimental conduzido pelo seu grupo de pesquisa. Ele fez a pergunta: “e se os parasitas e os hospedeiros tiverem temperatura favorável diferente?” ele respondeu com o modelo consistindo-se de um protozoário paramecium caudatum e seu parasita bacteriano Holospora undulata. Ao conduzir as infeções experimentais na temperatura de 23 e 35ºC, ele descobriu que a infecção aumentava a sobrevivência do hospedeiro em temperatura alta, possivelmente devido a expressão excessiva induzida pelo parasita das proteínas de choque de calor. Entretanto, nas populações experimentais, a prevalência rapidamente declinou em 35,8ºC, indicando que o parasita não pode sobreviver nesta temperatura. Apesar destes efeitos gerais, a quantidade de variação genética na tolerância expressa no hospedeiro variou entre as temperaturas, indicando que a força da seleção poderia ser dependente do meio-ambiente.
Discussões e perspectivas
Esta reunião criou um forum para estimular a discussão com respeito a relevância das interações entre os genótipos e o meio-ambiente nos sistemas parasita-hospedeiro. Um aspecto positivo era a presença de pesquisadores que trabalham em um amplo espectro de interações - dos mutualistas aos parasitas obrigatorios killing – em ambos os sistemas de animais e de plantas. Reunindo este “know how” diverso para enfatizar que as interações G x G e G x E são ubíquos nos sistemas parasita-hospedeiro, pelo menos quando avaliadas nos locais experimentais. Abaixo destacamos algumas das questões dirigidas durante as sessões de discussão aberta.
A variação ambiental afeta os resultados co-evolucionários?
Ainda não se sabe se as interações entre os genótipos e o ambiente são fatores importantes que levam a evolução das relações hospedeiro –parasita, introduzindo certa variação na expressão das características, mas não o bastante para superar os efeitos principais dos genótipos. De fato, se o contraste na forma física afeta devido a variação ambiental não ser grande, isto reduziria a relevância destas interações afetando o processo co-evolucionário, questionaria sua importância na manutenção da variação genética (Maynard Smith e Hoeskra, 1980; Gillespite e Turelli, 1989; Byers, 2005). A opinião geral era que qualquer tentativa de responder a esta pergunta ia precisar de mais amostragem das populações naturais a fim de se obter informação sobre os níveis da variação genética dos traços envolvidos no processo infeccioso. Isto pode ser complementado pela evolução experimental que examina as hipóteses especificas sobre como a co-evolução poderia ser afetada pela variação ambiental, e o uso dos modelos são instrumentais na geração das hipóteses testáveis.
Testando o efeito da variação ambiental sobre a co-evolução.
Fora a identificação dos genótipos, o desafio das populações naturais é igualmente identificar os fatores ambientais relevantes na realização dos experimentos adequados para validar seus efeitos. A evolução experimental fornece uma abordagem para se dirigir ao papel do meio-ambiente. Ao manipular os fatores relevantes nos microcosmos experimentais, podemos explorar o impacto das condições ambientais sobre a mudança co-evolucionária em tempo real. Entretanto, geralmente se concorda que esta abordagem eventualmente muito poderosa possui, não obstante, limites importantes. Enquanto que pode nos ajudar a produzir hipóteses ou validar predições especificas dos modelos teóricos, permanece restritas aos modelos particulares e as comunidades experimentais simples. Simplesmente identificando que características são expressas de forma diversa em ambientes diferentes apenas nos diz que podem ocorrer as interações G x E, mas sem quantificar os efeitos destas interações nas populações naturais podemos dizer pouco sobre como ou se alterarão os resultados evolucionários. Assim, evidentemente, a evolução experimental não pode substituir os estudos das interações G x G x E nas populações naturais. Assim, P. Tiffin aumenta o potencial para o teste se houver alteração dos custos e benefícios relativos no mutualismo de Medicago-Sinorhizobium ao examinar as populações que se desenvolvem nos ambientes com diferentes níveis de disponibilidade N abiotica – como aquelas próximas e distantes das plantações. O estudo da variação ambiental e a medição dos coeficientes de seleção nas populações naturais ainda apresenta um desafio formidável.
3.3. como a variação espaço temporal ambiental afeta os processos co-evolucionários?
Muitos fatores poderiam modificar os efeitos da co-evolução parasita-hospedeiro nas interações G x G x E e vários palestrantes ressaltaram o papel importante da estrutura espacial explicita e a variação temporal. Em particular, o fluxo genético devido a migração poderia perturbar a adaptação ao meio-ambiente local, ou tornar difícil identificar as adaptações aos ambientes específicos, assim aumentando a escala espacial dos estudos de campo necessários para identificar as interações G x E. isto se relaciona diretamente a questão de se fazer distinção da escala espacial em que ocorre a variação ambiental (ex: microclima na vizinhança imediata de uma planta x temperatura media regional). A relevância da escala temporal considerada das flutuações foi também discutida. Geralmente, se o ambiente sofre variação muito rápida (variação diária de temperatura, por exemplo) então não poderia haver tempo suficiente para a seleção a fim de produzir adaptações especificas a qualquer condição ambiental. Em tais casos, em vez de manter a variação genética através da seleção heterogênea, isto poderia selecionar a plasticidade fenotípica e as estratégias generalistas. O que isto significa em termos de interações parasita-hospedeiro ainda não se sabe. Ao que sabemos, ninguém integrou de forma explicita as flutuações ambientais na estrutura teórica da co-evolução parasita-hospedeiro.
3.4. implicações para a saúde e doença
A importância das interações entre os genótipos do parasita e hospedeiro e seu ambiente não é apenas importante para nosso entendimento de evolução, mas poderia também ter conseqüências para as políticas de saúde. Desta forma, enfatiza a necessidade de considerar o papel da homogeneidade – genética e meio-ambiente – nos sistemas parasita-hospedeiro. De fato, se os resultados da infecção forem estratégias de intervenção anti-parasítica dependente do contexto poderiam ser impedidos quando fosse levada em consideração a variação ambiental no ambiente selvagem.
REFERENCIAS
tradução de inglês técnico
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1. introdução
Há muito se reconhece que a expressão das características quantitativas é diferente dependendo do meio-ambiente (Falconer, 1952). Se os traços que afetam o condicionamento físico são expressos de forma diferente em ambientes diversos, isto poderia levar as alterações na direção e resistência da seleção destas características. Se o sinal e a magnitude das diferenças do condicionamento físico entre os genótipos mudar com o ambiente (as denominadas interações (G x E) genótipo-genótipo), isto poderia promover a co-ocorrência de diferentes genótipos através da seleção heterogênea (Gillespie and Turelli, 1989; Byers, 2005). Durante os últimos anos, a aplicação desta idéia aos sistemas parasita-hospedeiro criou um certo problema com relação ao papel da variação ambiental na expressão dos traços envolvidos na infecção (Ferguson and Read, 2002; Mitchell et al., 2005; Lambrechts et al., 2006a; Salvaudon et al., 2007), e sobre o impacto geral que a seleção dependente do contexto pode ter no processo de co-evolução (Thompson, 1994, 1999). O ambiente dos parasitos é compostos de muitos fatores. primeiro, o genótipo do hospedeiro pode ser considerado um “ambiente” em que o parasita deve sobreviver, e as interações entre os genótipos do parasita e do hospedeiro (interações G x G) resultam no controle compartilhado das características epidemiológicas pelo hospedeiro e o parasita, com as implicações para as trajetórias evolucionárias de virulência e resistência (Restif and Koella, 2003; Lambrechts et al., 2006b; Salvaudon et al., 2007). além disso, vários fatores bióticos e abióticos poderão afetar a expressão das características do hospedeiro e do parasita, por sua vez promovendo um outro nível de complexidade (interações G x G x E). Quais são as conseqüências desta complexidade? Partindo do pontos de vista da genética quantitativa padrão, a eficiência da seleção sobre os genótipos do parasita e do hospedeiro dependerá da variância genética expressa, e esta expressão de variância é conhecida por ser dependente do meio-ambiente (Falconer, 1981). Consequentemente, a variação ambiental poderá influenciar a intensidade da co-evolução, potencialmente criando pontos quentes e frios evolucionários em diferentes ambientes (Thompson, 1994, 1999). Alem disso, a seleção poderá favorecer diferentes genótipos do parasita e do hospedeiro (combinações) em diversos ambientes, assim formando a distribuição geográfica de diversidade genética e os padrões de adaptação local no hospedeiro e parasita. Um forte impacto do ambiente poderá até mesmo alterar as trajetórias co-evolucionárias, por sua vez gerando diferentes pontos favoráveis evolucionários para ataque e defesa (Hochberg and van Baalen, 1998) ou mudando a natureza da interação (ex, de mutualística a antagonística). Neste contexto, é importante lembrar que a evolução é um processo a nível de população e que o efeito da seleção depende de vários aspectos da genética populacional, como o tamanho da população, estrutura espacial ou migração, tudo isso é potencialmente influenciado pelas condições ambientais.
apesar do crescente numero de exemplos de sistemas parasita-hospedeiro em laboratório indicando a ocorrência de interações dependentes de ambiente, sua importância em mudar a resistência e a direção da seleção no campo ainda permanece obscuro. Desta forma, talvez a questão mais desafiante é perguntar o quão as interações do genótipo são robustas contra a variação ambiental no ambiente selvagem: “E” em G x G x E realmente importa? as respostas a esta pergunta não fornecerão apenas perspectivas importantes no processo co-evolucionário e a causa de manutenção da diversidade genética, mas também a matéria a partir de uma perspectiva aplicada. De fato, sendo capaz de prever o destino dos genótipos ou genes específicos (ex, os genes introduzidos de resistência ) nos ambientes variáveis é de extrema importância para os programas de controle de doenças. O encontro de 1 dia (5 de dezembro de 2007), organizado por e Laboratoire de Parasitologie evolutive (Universite ´ Pierre & Marie Curie, Paris, France) e Laboratoire Ecologie, Systematique et Evolution (Universite ´ Paris-Sud 11–CNRS, France), trouxe conjuntamente pesquisadores dos EUA e da Europa, trabalhando em uma variedade de sistemas microbianos, animais e vegetais, para discutir o papel do meio-ambiente sobre a ecologia evolucionária das interações parasita-hospedeiro. segue o relatório sobre os procedimentos desta reunião.
2. resumo das apresentações
O encontro foi dividido em 2 sessões, cada uma foi concluída com uma discussão geral. A sessão da manhã focalizou no processo co-evolucionário e como os estudos experimentais podem contribuir para o entendimento da evolução nos ambientes variáveis. Michael Hochberg (da Universidade de Montpellier) enfatizou a importância de se considerar a variação no processos ecológicos descreveu uma abordagem de co-evolução experimental com o uso do sistema parasita-hospedeiro Pseudomonas fluorescens-fago phi2 (Buckling and Rainey, 2002), ele explorou como os níveis de variação de distúrbio poderiam afetar a evolução da resistência aos parasitos Seus achados indicaram que os níveis mais elevados de resistência ocorrem em níveis intermediários de níveis, presumidamente por causa da força de infecção ser maior nos níveis intermediários. Fabrice Vavre (da Universidade de Lyon) continuou a sessão discutindo o trabalho de vários sistemas de insetos onde estão presentes os simbiontes bacterianos verticalmente transmitidos (entre estes Wolbachia). Ele descreveu que o trabalho que mostra o custo das infecções Wolbachia e a carga bacteriana não é apenas dependente da temperatura (Mouton et al., 2006) mas as vezes depende das combinações especificas dos genótipos de Wolbachia que estão presentes e no genótipo do hospedeiro (Mouton et al., 2004; Mouton et al., 2007). Mais geralmente, demonstrou-se que a co-ocorrência de diferente genótipos ou espécies de simbiontes nas mesmas espécies de hospedeiro era diferente da aleatória. Isto sugere que a presença de um simbionte particular cria um fenótipo prolongado do hospedeiro que protege o hospedeiro de uma infecção por outros simbiontes, de ataque de outros inimigos (Oliver et al., 2003) ou permitindo a extensão do nicho do hospedeiro (Tsuchida et al., 2004). Isto foi acompanhado por um exemplo de como a variação ambiental pode ser um importante fator quando aplicado aos sistemas agrícolas. Mamadou Mboup (INRA-AGROPAR- ITECH, Grignon) falou de seu trabalho sobre a ferrugem amarela, doença patogênica do trigo causada por Puccinia striiformis. Na França, este patógeno apresenta uma estrutura geográfica, com alguns isolados que existem apenas no norte ou só no sul. Os experimentos de controle realizados no campo e em estufas revelaram variação dependente da temperatura na germinação e nos índices de infecção entre os patótipos, propensos a conferirem a vantagem seletiva dos patótipos da parte sul às temperaturas mais elevadas do sul. De forma contrario, os patótipos do sul não são encontrados no norte porque não infectam os cultivares de trigo da região norte.
A palestra da manhã terminou com Pedro Vale da Universidade de Edinburgo descrevendo o trabalho do crustáceo de água doce Daphnia magna e seu parasita bacteriano, Pasteuria ramosa, que ocorre de forma natural na natureza. Nos experimentos que incluíram a variação genética do parasita e hospedeiro e a variação termal, ele demonstrou evidência para os custos dependentes da temperatura do parasitismo e para a presença de interações G x G para a infectividade e as interações G x E para o estagio de transmissão do parasita e o período de morte do hospedeiro. embora não houvesse evidência nestes experimentos que as interações G x G x E ocorreram (i.e, padrões de infectividade eram geralmente robustos a variação ambiental), a variação no numero dos esporos do estagio de transmissão produzidos poderia alterar os níveis de infectividade nos ciclos de infecção subseqüente, a medida que a dose de esporos afeta a infectividade deste sistema. A palestra realizada na sessão da tarde teve como foco principal a discussão sobre como integrar as flutuações ambientais nos modelos teóricos da evolução do parasita e do hospedeiro. curiosamente, apenas 2 dos 5 palestrantes descreveram o trabalho empregando o modelo matemático. Isto possivelmente é um reflexo de como as ferramentas teóricas para o estudo destes efeitos ainda se desenvolvem tão lentamente para a evidência experimental. Olivier Restif da Universidade de Cambridge se referiu a este problema, dizendo que tradicionalmente, as interações ecológicas como a competição, predação e parasitismo tem sido estudadas separadamente e assim tem suas próprias estruturas teóricas. ele tentou integrar pelo menos 2 destas interações (competição e parasitismo) ao desenvolver um modelo em que os hospedeiros variassem em sua resistência (probabilidade reduzida de ficarem infectados) e tolerância (redução nos efeitos prejudiciais da infecção) sob níveis variáveis de migração e fragmentação. demonstrou também como esta abordagem poderia ser útil para entender sob quais condições podemos esperar que coexista a variação na resistência e tolerância. com base nos modelos existentes de competição mediada pelos parasitas (Miller et al., 2005), ele sugeriu que a coexistência dependia fortemente do grau de fragmentação da população de hospedeiros. entretanto, quando as mesmas questões foram investigadas com simulações estocásticas, a dinâmica transitória associada as pequenas populações modificou o resultado da competição na presença de um parasita compartilhado. isto ilustra a grande importância da metodologia empregando modelos. Benjamin Roche do Institut de Recherche pour le De´veloppe-ment, Montpellier também apresentou uma modelo matemático para elucidar as rotas de transmissão mais prováveis da influenza aviaria. ele estabeleceu a hipótese que a transmissão hídrica era rota de transmissão provável e sustentou esta afirmação ao apresentar dados coletadas de populações de aves do sul da França para o modelo epidemiológico SIR susceptível-infectado-removido, em que ele incorporou uma classe a mais de transmissão hídrica.
O restante dos palestrantes descreveu os resultados dos sistemas experimentais. Peter Tiffin da universidade de Minnesota apresentou um interessante twist ao descrever uma interação G x G x E não no sistema parasita-hospedeiro mas no mutualismo de legume – Rizóbio. A partir da perspectiva da planta, os rizóbios são benéficos porque fornecem nitrogênio a planta mas o mutualismo envolve o custo do carvão necessário para manter o rizóbio. Ele argumentou que a dinâmica instável observada na co-evolução dos antagonistas entre os parasitas e os hospedeiros poderia ser esperada também nos mutualismos se os genótipos de rizóbio sub0optimal são comuns e os hospedeiros das plantas se desenvolvem para se associarem de preferencia com os genótipos de rizóbio que são mais benéficos. Os experimentos descritos por ele com o sistema m edicae Medicagi truncatula-sinorhizobium variável apresentou evidencias para as interações G x G. alem disso, as inoculações mistas pelos 2 genótipos sinorhizobium eram mais dispendiosas para o hospedeiro que as inoculações individuais, mas apenas quando era adicionado nitrogênio ao solo – indicando que a seleção que age nas espécies envolvidas no mutualismo depende do meio-ambiente abiótico e biótico (Heath e Tiffin, 2007).
Richard Preziosi da Universidade de Manchester empregou a genética comunitária para estudar a interação da cevada e afídeos na ausência e presença das bactérias rhizosfera. A genética comunitária tem como objetivo assegurar como a variação genética em uma espécie afeta outras espécies na comunidade. Dentro desta estrutura ele forneceu um exemplo posterior das interações G x G e em um exemplo, estas explicaram quase 40% da variação na condição física do hospedeiro (Tetard-Jones et al, 2007). R. Preziosi enfatizou a necessidade de se quantificar os efeitos destas interações se tivermos uma perspectiva de sua relevancia no meio selvagem.
Por ultimo, Oliver Kaltz da Universidade Pierre e Marie Curie, paris) também descreveu um trabalho experimental conduzido pelo seu grupo de pesquisa. Ele fez a pergunta: “e se os parasitas e os hospedeiros tiverem temperatura favorável diferente?” ele respondeu com o modelo consistindo-se de um protozoário paramecium caudatum e seu parasita bacteriano Holospora undulata. Ao conduzir as infeções experimentais na temperatura de 23 e 35ºC, ele descobriu que a infecção aumentava a sobrevivência do hospedeiro em temperatura alta, possivelmente devido a expressão excessiva induzida pelo parasita das proteínas de choque de calor. Entretanto, nas populações experimentais, a prevalência rapidamente declinou em 35,8ºC, indicando que o parasita não pode sobreviver nesta temperatura. Apesar destes efeitos gerais, a quantidade de variação genética na tolerância expressa no hospedeiro variou entre as temperaturas, indicando que a força da seleção poderia ser dependente do meio-ambiente.
Discussões e perspectivas
Esta reunião criou um forum para estimular a discussão com respeito a relevância das interações entre os genótipos e o meio-ambiente nos sistemas parasita-hospedeiro. Um aspecto positivo era a presença de pesquisadores que trabalham em um amplo espectro de interações - dos mutualistas aos parasitas obrigatorios killing – em ambos os sistemas de animais e de plantas. Reunindo este “know how” diverso para enfatizar que as interações G x G e G x E são ubíquos nos sistemas parasita-hospedeiro, pelo menos quando avaliadas nos locais experimentais. Abaixo destacamos algumas das questões dirigidas durante as sessões de discussão aberta.
A variação ambiental afeta os resultados co-evolucionários?
Ainda não se sabe se as interações entre os genótipos e o ambiente são fatores importantes que levam a evolução das relações hospedeiro –parasita, introduzindo certa variação na expressão das características, mas não o bastante para superar os efeitos principais dos genótipos. De fato, se o contraste na forma física afeta devido a variação ambiental não ser grande, isto reduziria a relevância destas interações afetando o processo co-evolucionário, questionaria sua importância na manutenção da variação genética (Maynard Smith e Hoeskra, 1980; Gillespite e Turelli, 1989; Byers, 2005). A opinião geral era que qualquer tentativa de responder a esta pergunta ia precisar de mais amostragem das populações naturais a fim de se obter informação sobre os níveis da variação genética dos traços envolvidos no processo infeccioso. Isto pode ser complementado pela evolução experimental que examina as hipóteses especificas sobre como a co-evolução poderia ser afetada pela variação ambiental, e o uso dos modelos são instrumentais na geração das hipóteses testáveis.
Testando o efeito da variação ambiental sobre a co-evolução.
Fora a identificação dos genótipos, o desafio das populações naturais é igualmente identificar os fatores ambientais relevantes na realização dos experimentos adequados para validar seus efeitos. A evolução experimental fornece uma abordagem para se dirigir ao papel do meio-ambiente. Ao manipular os fatores relevantes nos microcosmos experimentais, podemos explorar o impacto das condições ambientais sobre a mudança co-evolucionária em tempo real. Entretanto, geralmente se concorda que esta abordagem eventualmente muito poderosa possui, não obstante, limites importantes. Enquanto que pode nos ajudar a produzir hipóteses ou validar predições especificas dos modelos teóricos, permanece restritas aos modelos particulares e as comunidades experimentais simples. Simplesmente identificando que características são expressas de forma diversa em ambientes diferentes apenas nos diz que podem ocorrer as interações G x E, mas sem quantificar os efeitos destas interações nas populações naturais podemos dizer pouco sobre como ou se alterarão os resultados evolucionários. Assim, evidentemente, a evolução experimental não pode substituir os estudos das interações G x G x E nas populações naturais. Assim, P. Tiffin aumenta o potencial para o teste se houver alteração dos custos e benefícios relativos no mutualismo de Medicago-Sinorhizobium ao examinar as populações que se desenvolvem nos ambientes com diferentes níveis de disponibilidade N abiotica – como aquelas próximas e distantes das plantações. O estudo da variação ambiental e a medição dos coeficientes de seleção nas populações naturais ainda apresenta um desafio formidável.
3.3. como a variação espaço temporal ambiental afeta os processos co-evolucionários?
Muitos fatores poderiam modificar os efeitos da co-evolução parasita-hospedeiro nas interações G x G x E e vários palestrantes ressaltaram o papel importante da estrutura espacial explicita e a variação temporal. Em particular, o fluxo genético devido a migração poderia perturbar a adaptação ao meio-ambiente local, ou tornar difícil identificar as adaptações aos ambientes específicos, assim aumentando a escala espacial dos estudos de campo necessários para identificar as interações G x E. isto se relaciona diretamente a questão de se fazer distinção da escala espacial em que ocorre a variação ambiental (ex: microclima na vizinhança imediata de uma planta x temperatura media regional). A relevância da escala temporal considerada das flutuações foi também discutida. Geralmente, se o ambiente sofre variação muito rápida (variação diária de temperatura, por exemplo) então não poderia haver tempo suficiente para a seleção a fim de produzir adaptações especificas a qualquer condição ambiental. Em tais casos, em vez de manter a variação genética através da seleção heterogênea, isto poderia selecionar a plasticidade fenotípica e as estratégias generalistas. O que isto significa em termos de interações parasita-hospedeiro ainda não se sabe. Ao que sabemos, ninguém integrou de forma explicita as flutuações ambientais na estrutura teórica da co-evolução parasita-hospedeiro.
3.4. implicações para a saúde e doença
A importância das interações entre os genótipos do parasita e hospedeiro e seu ambiente não é apenas importante para nosso entendimento de evolução, mas poderia também ter conseqüências para as políticas de saúde. Desta forma, enfatiza a necessidade de considerar o papel da homogeneidade – genética e meio-ambiente – nos sistemas parasita-hospedeiro. De fato, se os resultados da infecção forem estratégias de intervenção anti-parasítica dependente do contexto poderiam ser impedidos quando fosse levada em consideração a variação ambiental no ambiente selvagem.
REFERENCIAS
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especialista em textos de medicina, com vários trabalhos publicados no exterior (área de parasitologia) - criptosporidium e giardia). desde 1992
além de medicina também atuo nas áreas de eletrônica, eletricidade, engenharia, etc
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